Instituto Arrecife promove simpósio internacional sobre psicopatia, criminologia e segurança pública na ACADEPOL

20 de outubro de 2026

Instituto Arrecife promove simpósio internacional sobre psicopatia, criminologia e segurança pública na ACADEPOL

Instituto Arrecife Eventos

Evento reuniu especialistas brasileiros e internacionais para debater as relações entre criminologia biossocial, neurociência, justiça criminal e segurança pública. A programação também contou com o lançamento da edição brasileira do livro A Psicopatia como Teoria Unificada do Crime, de Matt DeLisi.

No dia 6 de outubro de 2026, o Instituto Arrecife realizou o Simpósio Internacional “O Espectro da Psicopatia e os Desafios para a Segurança Pública no Brasil”, na Academia Estadual de Polícia Sílvio Terra (ACADEPOL), no Rio de Janeiro. O encontro reuniu pesquisadores, profissionais do Direito e representantes das instituições de segurança pública em uma programação dedicada ao aprofundamento do debate científico sobre a psicopatia e suas implicações para a compreensão do comportamento antissocial, a justiça criminal e a prevenção da violência.

Com fomento da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), o evento buscou aproximar a produção científica internacional das questões enfrentadas pelas instituições brasileiras, promovendo o diálogo interdisciplinar entre criminologia biossocial, neurociência, Direito Penal e segurança pública.

Criminologia biossocial e o espectro da psicopatia

A programação teve início com a mesa de abertura, que contou com a participação de Bruno Gilaberte, diretor-geral da ACADEPOL; Wilson Palermo, diretor de Ensino da Academia; e Eduardo de Alencar, presidente do Instituto Arrecife e coordenador do simpósio.

O destaque da manhã foi a conferência internacional “Criminologia Biossocial e o Espectro da Psicopatia”, ministrada por Kevin Michael Beaver, criminologista e professor da Florida State University (EUA), reconhecido por suas pesquisas na área da criminologia biossocial. A sessão teve mediação de Sávio Pontes, com tradução simultânea inglês–português.

A conferência abordou contribuições da criminologia biossocial para o estudo do comportamento antissocial, considerando a interação entre fatores biológicos e ambientais. A discussão permitiu aprofundar questões relacionadas às bases científicas do comportamento humano e às possibilidades de aplicação desse conhecimento à investigação criminológica e à formulação de estratégias de prevenção.

Lançamento de obra sobre psicopatia e teoria do crime

A programação incluiu o lançamento da edição brasileira do livro A Psicopatia como Teoria Unificada do Crime, de Matt DeLisi, publicada pela Editora Arrecife em 2026.

A obra integra o debate acadêmico sobre as relações entre psicopatia e comportamento criminoso, contribuindo para a discussão de abordagens teóricas que procuram compreender os fatores associados à criminalidade. O lançamento reforçou a dimensão científica e editorial do simpósio, destacando a importância da circulação de pesquisas e referências especializadas no cenário brasileiro.

Mesa-redonda debate justiça criminal e segurança pública no Brasil

No período da tarde, a mesa-redonda “Psicopatia, Justiça Criminal e Segurança Pública no Brasil” reuniu especialistas de diferentes áreas para discutir as implicações do tema no contexto nacional.

Participaram do debate:

  • Eduardo de Alencar — sociólogo, doutor pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e presidente do Instituto Arrecife;
  • Kevin Michael Beaver — criminologista e professor da Florida State University;
  • Michele Abreu — doutoranda e mestre em Direito Penal pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), especialista em Direito Penal e Processo Penal;
  • Renato Rozental — médico neurocientista e pesquisador em Medicina de Catástrofe.

A mediação ficou a cargo de Luiz Ramiro, cientista político, doutor pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP-UERJ) e sócio-fundador do Instituto Arrecife. A atividade contou com tradução simultânea inglês–português.

A mesa promoveu uma abordagem interdisciplinar das relações entre psicopatia, comportamento criminoso e responsabilização penal, articulando perspectivas da criminologia, do Direito e da neurociência. O debate também destacou a relevância de aproximar a pesquisa acadêmica das demandas concretas das instituições responsáveis pela investigação criminal, pela aplicação da justiça e pela segurança pública.

Integração entre pesquisa científica e formação policial

Realizado nas dependências da ACADEPOL, o simpósio também proporcionou um espaço de interlocução entre a comunidade científica e os profissionais envolvidos na formação e na atuação policial.

A participação institucional da Academia Estadual de Polícia Sílvio Terra e da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) reforçou a importância da cooperação entre instituições de pesquisa, organizações acadêmicas e órgãos de segurança pública para o desenvolvimento de debates qualificados sobre fenômenos complexos relacionados à criminalidade.

O encerramento contou com a participação de Bruno Gilaberte, Sávio Pontes e Wilson Palermo, que representaram as instituições envolvidas na realização e no apoio ao encontro.

Compromisso com a produção e a difusão do conhecimento

O Simpósio Internacional “O Espectro da Psicopatia e os Desafios para a Segurança Pública no Brasil” integra a atuação do Instituto Arrecife na promoção de iniciativas voltadas à pesquisa, à formação e à difusão do conhecimento científico em temas relacionados à criminologia, à justiça criminal e à segurança pública.

Ao reunir especialistas nacionais e internacionais, o encontro contribuiu para ampliar o espaço de discussão sobre a psicopatia e suas relações com o comportamento criminoso, valorizando a interdisciplinaridade e o intercâmbio acadêmico como instrumentos para o aprofundamento das questões que desafiam as instituições brasileiras.

O evento foi realizado pelo Instituto Arrecife, com fomento da FAPERJ, e contou com o apoio da Academia Estadual de Polícia Sílvio Terra (ACADEPOL) e da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ).


Apoio institucional: ACADEPOL e Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ)
Realização: Instituto Arrecife
Fomento: FAPERJ — Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro

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